quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Caricaturas III

Pessoal conforme prometido segue abaixo a terceira remessa de caricaturas, caso ainda não seja a sua não se preocupe ela aparecerá em breve.


Aguardem as Próximas

Essa é a Turma!

Abaixo alguns dos momentos marcantes vividos em sala.


Você se reconhece?


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Trabalho: "Um dia de Flicts"

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Trabalho: "O Rei da Vela"




O Ciclo da Vida

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até
ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança,
não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo,
volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.
E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
(Charles Chaplin)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Passeio



As casas mudam sempre
Suas fachadas, árvores
Calçadas, suas cores
Suas vidas

Exibem-se quais moças faceiras
Cheias de sonhos e intenções
Outras se mostram quais senhoras
Sérias, austeras...
Quase intocáveis
Enraizadas...
... encravadas

É como se todas esperassem um moço
Que seria quem sabe a glória, a salvação
Ou o dano, a perca... o caos
Este moço passa sempre
Quase ninguém nota;

(exceto alguns telhados)
Poucos telhados percebem
Talvez os mais obsoletos
Com seus caibros roliços

Mas o moço passa sempre
(h)ora brinca, (h)ora castiga
Às vezes chacoteia; faz pirraça
Outras desconsidera; ignora
A tudo e a todos!
É sempre impiedosamente pontual!
É cheio de nove horas esse moço!
O moço passa sempre
A cada dia, hora, mês
Ano!
Minuto após minuto
Por todos os segundos
Impenetráveis, incrustados
De seus fragmentos
Fragmentos desse moço...
Moço?
Ele já se faz ancião!
Ou está pronto pra nascer
Como criança de colo?
Prestes a ser carregado
Pelas senhoras austeras
Ou pelas moças faceiras
Ou será ele que carregará
Sem esforço todas elas?
Mas elas o esperam sempre
E sempre o moço passa
Cheio de nove horas esse moço!

(ManuMayah)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Caricaturas II

Pessoal conforme prometido segue abaixo outras caricaturas.
Vale ressaltar aqui que: Essas são apenas brincadeiras animadas ou simplesmente a visão do autor sobre determinado ser.

Aguardem + caricaturas em breve.
Com a promessa de que a próxima certamente será a sua.

Semem Est Verbum Dei

Semem Est Verbum Dei
Recentemente, tendo o gozo de ler alguns dos Sermões do padre Antônio Viera, achei no Sermão da Sexagésima ou do Evangelho, talvez a filosofia de quem está prestes a terminar um curso que deixa muitas saudades não só pela satisfação acadêmica, mas também pelas amizades que vêm com isso a, de certa forma, distanciar-se: estrelas que todos vêem, mas muito poucos as medem. Assim é quando se sente que o curso começa e crepuscular: vê-se o fim, mas dá medo tentar medir o grau de saudade que dá deixar de toda noite está sendo tocado por estudos da Língua e das Literaturas. Percebo que também é melhor não medir o que vai ser deixar de encontrar toda noite com uma turma que nunca deu nem vai dá margens à medida certa do grau de intelectualidade que sempre manteve... Ah, mas sem essa de começar aqui com essa de “despedida”. Não há porque começar com essa espécie de elegia a qual começa toda turma quando está prestes a se formar. Acho melhor aqui celebrarmos o verbum. A matéria que une nosso entendimento enquanto humanos. Porque formar-se em Letras é ter a responsabilidade de celebrar o entendimento e a palavra entre as criaturas: Euntes in mundum universum, praedicate omni creaturae. Que sejamos sempre arautos do verbo. Ou mesmo a pequena semente que se faz palavra perante Deus. Logo (cf. S. Lucas, VIII, 11), "a semente é a palavra de Deus." Sejamos estrelas, ou (parafraseando Fernando Pessoa) sejamos lua, para que vivamos brilhando, assim como vivendo alto.
(Wagner Marques)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Caricaturas I

Na turma de Letras 2004.1 o talento é algo inevitável, um exemplo claro disso é o camarada Ricardo que faz caricaturas a partir de modelos vivos da sala (eles querendo ou não), vale ainda ressaltar que Ricardo caricatura tantos os colegas quanto os próprios professores, segundo ele: "essa é a única forma de dar o troco de uma aula chata."

Eis aqui uma pequena parte desse acervo:

Aguardem em breve novas caricaturas, as próximas poderão ser as suas!

Ditongo, Tritongo e Hiato

No curso de Letras entre outras coisas (hehehe) aprende-se a decifrar uma tal de gramática, mas o que há de bom mesmo no curso de Letras em especial nessa turma de 2004 é a facilidade com que a galera tem em aproveitar temas tão distintos da Literatura e deles extraírem algo realmente com um significado literário. Vejam:

Ontem sonhei com o encontro da minha e a sua vida.
Assim como o encontro dos ditongos, tritongos e hiatos
também tínhamos momentos crescentes e decrescentes, e dessa
forma éramos inseparáveis tao qual os ditongos e tritongos.

Ontem a perturbação veio de forma D[g]_r a ma ti c a
e por várias e várias vezes na imperfeição do meu ser
busquei formas de dividir o indivisível, logo eu, que
ñ sei contar, nem mesmo quantos EN* e DES* *encontros
a vida me proporcionou.

(Jorge Silva)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Língua Portuguesa

Para iniciar esse espaço de encontros, gostaria de compartilhar com vcs esse que na minha modesta opinião é uma das mais bonitas declarações de amor a nossa língua.

Língua Portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac)